domingo, 6 de junho de 2010

Esta é coisa daquelas difícil de explicar...

Cartas de Amor nº 03


Guarulhos, 20 de maio de 1983.



O Amor primeiro...

Quando eu chegar quero atirar-me em tua cama como se fosse nossa.

Ouvir-te dizer que me ama e que a muito me esperava nesta cama.

Quero aliviar os meus anseios no aconchego dos teus braços, vou buscar os beijos teus, como se fossem beijos de um adeus que nunca irão acontecer.

Despir-te o corpo como se pudesse lhe ver a alma, amar-te como se fosse o amor primeiro.

Eu quero um lindo luar, para os nossos corpos pratear e quando eu acordar risonha terei nos braços o homem dos meus sonhos, receberei o fumegante calor do primeiro homem com quem conheci o amor.

A alma é indestrutível e sua atitude continua através da eternidade sendo ela enquanto eu viver a menina que tu conheceste naquela noite.

É como a um quadro semelhante ao sol que aos nossos olhos somem no horizonte, que ao cair da noite se põe, mas na realidade vai renascer em outro lugar, sei que tu és este sol e que nada posso fazer para prendê-lo ainda que o chame de meu amor.

E se o amor é infinito enquanto dure, tu soube me ensinar apesar do teu medo creio que até maior que o meu, por isso é que se diz o primeiro a gente nunca esquece.


Morena da Nova Taboão, que não creio escreveu está sozinha.

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