Carta nº 11
Coloquei a como carta, mas na realidade a encontrei alguns meses depois de minha separação, num dos muitos cadernos que possu-o. E não tem data neste.
Rique
Talvez escrevendo, eu consiga traduzir melhor meus reais sentimentos. Venho refletindo sobre nossa relação “conjugal” há muito tempo, acho melhor esclarecer algumas coisas antes que seja muito, muito tarde.
Te amei no primeiro instante que o vi, tenho certeza que gostaria de envelhecer ao seu lado, assistir filmes com você e se Deus nos ajudasse passarmos os fins de semana no nosso sítio.
Não conseguia caminhar sem estar a seu lado, sem que você me dissesse o que fazer. Até me anulava, não opinando, já que minha opinião de nada adiantava, você nunca pedia mesmo sofri quando certa vez você chegou em casa dizendo que eu só te causava transtorno que te envergonhava diante de sua família.
Pensava por que amo tanto este homem e ele só me hostiliza como se fosse uma criança (eu).
Ontem eu ouvia na televisão; “Na alegria e na tristeza”, mas você não quis se casar comigo, não é mesmo Henrique?
Gostaria muito de resgatar o henrique que conheci, na Mãe dos Homens, não aquele que da Celso Garcia, ou mesmo na Manoel da Cruz, não pouco da Lagoa Vermelha, só queria aquele do Sítio, que jurou que me protegeria e que me amaria.
Henrique, quem ama não faz o que você está fazendo comigo tratando-me como se fosse uma criança, me falando coisas que depois não foram bem assim ou assado.
Henrique eu quero você de volta, mas não demore muito, por que eu estou indo embora.
Por favor salve nosso casamento, se é que algum dia existiu casamento.
Tenho saudades de você.
Neide//
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