Cartas de amor nº 01
São Paulo, 14 horas de 04/08/86.
Ni
Amo-Te.
Hoje estou indo visitar Dnª Maria, e amanhã cedo espero passar em sua casa para pegar você e o rafinha lá pelas nove horas, para que possamos ir ao Varela.
Ontem após ter chegado em casa fiquei na cama só pensando a tarde para ir ao pátio da igreja das cinco as seis horas, quando a Dnª Maria chegou.
Quando era umas nove horas começou a me atacar uma crise onde chorei por aproximadamente uma hora, senti muito a sua falta, nunca vivi situação igual creio que é por isto que nunca pensei seriamente em amar alguém.
Hoje só me levantei às doze horas por conta do almoço (minha mãe me chamou), pois não me sentia bem agora estou me sentindo um pouco melhor creio ser o medo destes exames e o que eles podem indicar, para este momento só me acalmo pensando em ti meu amor.
Os lábios que procurei
Em tua boca achei
Pois é o que me inspira
A sede da minha vida
Que transcende minha alma
E vai buscar em seu sangue
O alivio de meu ser
Ontem seu nome aqui em casa parecia doce toda a família, comentava minha mãe toda vez que ia chamar Regina trocava pelo seu, Ni era como uma tortura mil vozes todas gritando ao meu redor e só pedindo você meu amor.
Sua falta me causa desespero, mas tenho medo de ficar só com você, pois temos o pequeno rafinha para criar e ele precisa de muitos cuidados, não esqueça a vacina contra o sarampo, Ni, estou procurando de todas as maneiras uma cura para estas crises, só assim poderemos ficarmos juntos, esta união que tanto espero meu amor.
Como Ti amo Ni espero que Deus testemunhe este meu amor hoje e sempre de seu idiota.
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