quarta-feira, 17 de novembro de 2010

EU E MEU ENCONTRO ADIADO COM A MORTE

É muito interessante como emprestamos uma característica pessoal à figura do ato da morte tornou a um ser ativo quase uma pessoa um individuo com uma personalidade, quando de fato ela é coletiva uma vez que é a única certeza que temos nesta vida é que uma vez vivo, ela haverá de nos encontrar.
E é sobre este fato que escrevo estou aqui pensando quantas vezes já estive com ela e ela parece que por alguma razão não me tomou desta vida, querem ver irei relatar algumas vezes que tive com ela.

A primeira eu só soube depois aos meus quinze anos de idade é que minha mãe me contou que teve problemas no parto e que na hora o médico pensou que eu não iria nascer, foi muito sacrificado o parto e eu nasci já todo roxo o que levou o médico a pensar que eu estava morto, num futuro de vinte e cinco anos depois a ciência provou que o que aconteceu foi que eu “apresentava uma coronária atrofiada” que prova que quando “Deus” determina que você deve nascer você nasce ainda que seja com defeito a vontade dele é soberana.

Os médicos do Instituto do Coração (Incor) tomarão o meu caso como sendo de interesse da Ciência, pois como uma formação coronária levou o feto até os nove meses, sendo que uma só coronária se ramificou e abraçou todo o músculo cardíaco com a outra ainda socando o músculo do coração, como me explicaram para estes casos falamos para aqueles que acreditam em “Deus” é um milagre. Assim se passaram alguns anos até que me convenceram a me submeter a uma cirurgia para que pudessem suturar a coronária atrofiada e verificar as válvulas do coração onde nesta acabaram costurando uma pele bovina em minha válvula tricúspide uma cirurgia que levou nove horas e que meu coração só voltou a bater no terceiro
Choque foi mais um caso em que ela quase me pegou.

Outra vez lembro que ainda pequeno encontrei uma cobrinha e pus a brincar com ela com um graveto e acreditava que ela pulava por que gostava da brincadeira e pulava e eu a empurrava com a varinha até que meu avô chegou e estragou a brincadeira me dizendo que se tratava de um filhote de cascavel e que com aquele tamanho já podia matar um homem, ele não a matou simplesmente a jogou para longe no mato onde era seu lugar.

Quando já com 16 anos fomos a Águas de Lindóia como uma despedida da turma da oitava série e nos alojamos num bonito hotel que possuía varias piscinas e eu e alguns meninos ficamos pulando no balneário uma pequena piscina muito profunda com a brincadeira de quem pegava uma moeda que encontrava há oito metros de profundidade
De repente um dos colegas resolve ter uma péssima idéia de me aplicar uma voadora em minhas costas me jogando para dentro do balneário onde cai desacordado e fui salvo por um colega que aqui presto um agradecimento seu nome não me lembro completo, mas o primeiro era Iongue parece inglês, mas não é eles eram lá do Sul, e foi ele que percebeu que algo estava errado e me salvou.

Lembro que na água ainda houve outras vezes, a primeira quando com uns cinco anos lá no Arroio um rio que passa pela cidade onde nasci e lá estávamos, toda vez acompanhado por meu avo, ele é que tinha nos ensinado a nadar e numa deste meu tio Carlos entrou numa brincadeira de jogar areia e acabou me acertando nos olhos, só que neste momento nós estávamos na prainha, estes locais eram de onde saltávamos para dentro do rio a uma altura de mais ou menos três metros, e novamente quase que me afogo se meu avô não saltasse rapidamente e me salvasse.

Agora já com dezoito anos, estou na colônia de férias da Policia Militar de Monguaguá-SP., ela acordava bem cedo para ajudar meu tio Carvalho que tinha arrendado o bar da colônia, então antes de começar o serviço pegava umas ondas, só que na noite anterior havia caído um temporal que não dava para acreditar no lindo dia que estava nascendo quando foi umas seis horas me fui para a praia ela já estavam um senhores com suas varas de pesca naqueles trapiche uma espécie de cadeira de dois andares de onde podiam arremessar bem longe seus anzóis, no segundo jacaré que peguei tive uma câimbra horrível e afundei como um chumbo a minha perna direita encolheu de tal maneira que a dor era insuportável e para piorar a minha situação o mar estava bravo.

E eu sentia que a profundidade não estava compatível com a praia que pegava todos os dias, realmente a chuva durante a noite havia feitos muitos buracos na praia e eu havia caído dentro de um destes, com muita dor e um esforço sobre humano percebi quando o mar puxou aproveitei é com a perna esquerda tentei por os braços para fora com a intenção de que alguém notasse a minha situação. Quando já não sabia mais o que estava pior se meu desespero o a perna que doía demais, senti algo me puxando para fora me deixei levar como se fosse a morte que desta vez havia vencido, mas não era os pescadores da praia que haviam visto o meu problema e me salvaram.

De outra feita estávamos acampando no litoral norte num local chamado de Pró-Mirim na região de Ubatuba-SP. Estávamos em mais de vinte amigos muitos colegas da Faculdade outros do Banco, bem estávamos num belíssimo feriado de carnaval, altas festas a noite e durante o dia curtindo a ressaca na praia ou no rio que vinha da montanha, até que um grupo resolveu descobrir a origem do rio pelo menos uma tal cachoeira que os caiçaras haviam comentado com um deles.

Entre estes desbravadores lá estava eu sei que em certa altura descobrimos que não dava para subir pela cachoeira demos a volta e fomos pela pista e descobrimos uma linda piscina natural esculpida em uma rocha negra de aproximadamente de trinta metros de comprimento por uns vinte de largura de onde mergulhava em queda livre de uns doze metros para lá em baixo formar o rio que caminhava como uma grandiosa serpente para o mar.

Uma euforia só todos mergulhando naquela fria piscina para poder olhar a queda, e lá fui eu, ai aconteceu um fato que até hoje me questiono, o fato é que nadei até a beirada e simplesmente fiquei parado como se tivesse paralisado e afundando num êxtase sem reação até que um puxão pelos meus cabelos, e me interrogando me –Que você esta fazendo ai? Eu atônito e sem entender o que estava acontecendo só apóie minhas mãos e fique alguns segundos também sem entender, como não consegui uma explicação disse ao Rafael o amigo que havia me salvado –Ora estava vendo quanto tempo eu agüentava sem respirar nesta água fria!

Eu não sei qual será o dia de nosso encontro, mas com certeza acredito que ela de alguma maneira ela parece que esta gostando desta história de me deixar por aqui, como o gato que brinca com o rato antes de encerrar o fato da brincadeira e tomar a decisão que só ela pode tomar não cabendo a qualquer um de nós um só argumento para retardar esta decisão inapelável, pois se comigo penso que ela brinca de gato e rato para o que se observa na pratica é que ela e sorrateira como uma serpente ágil e de poderoso veneno sem remédio conhecido. Mas sem duvida é a nossa mais fiel amiga, pois nunca nos enganou mesmo antes de nos ser apresentada ela foi nossa companheira sempre com um único propósito, sem meias palavras deixou claro que ela só esta ao nosso lado para este único fim a que meus amigos fossem assim todos nós seriamos muito mais felizes, obrigada amiga e até nosso encontro final e que estes falsos amigos não chorem e que não mintam “Dizendo que foram meus amigo” Pois se foram um dia. Posso afirmar com certeza é que este fui eu que os amei.

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