quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Poesias de Gaúcho

O Voto

Coisa estranha é coisa não definida...
É a política para o povo
Cheio de esperança
Que num dia lindo
Faz se condenado
Ás vezes a quatro ou cinco anos
De lamentos e angustias
Por confiar nas promessas
Que os Santos lhe fazem...

Jóia

Nem sempre é coisa de valor...
Acriança gosta tanto do que já quebrou
O idoso adora ajuntar coisas que não usa
Homem quer o poder...
Quanto mais mulheres...
Pena que não domina uma...
Fidelidade Jóia que poucos possuem...
Os pássaros monogâmicos...


José

Pegava-me pela mão
Na outra pá e o serrilho
Caminhada longa onde descansa a vida
As flores secas viravam vassouras
Deixava ali a cova cheia e a vazia
Com a certeza que uma seria sua...


O Rio

Porque chamava arroio
Águas negras de brilho dourado
O saibro é areia aos pobres
De sorriso ao pular ou pescar
Ali em sua correnteza vi a criança brincar...
Ao desaparecer em suas águas...
E tornar homem com sede...

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