segunda-feira, 31 de maio de 2010

A Criação da LDB – Lei 9.394 que trata da reforma na Educação, traz em seu bojo uma grande transformação para as escolas e para os educadores, nesta lei cria em seu parágrafo V à inclusão dos “Portadores de Deficiências” cujo o grande problema para as escolas e seus membros aqui não citarei exclusivamente o corpo docente mas a todos inclusive os alunos, tanto aqueles portadores das mais diversas deficiências, como os não portadores “Dito Normais”.

A inclusão destes nos parece segundo a minha pesquisa põem as classes de educadores, pedagogos, psicólogos e médicos ligados as deficiências em frentes opostas alguns crêem que a inclusão esta mais do que estabelecida na “Constituição Federal” em seu art.ª , onde esta escrito que todos são iguais perante a Lei., e que é uma descriminação tratar uma criança que apresente uma deficiência como sendo um cidadão especial, se nos colocarmos como mero expectadores de pronto sou totalmente a favor a estes que vêem o mérito da LDB, pois ao criarmos o convívio destes como um só corpo, as crianças aprenderam que as diferenças são normais e que precisamos aprender a nos adaptarmos uns aos outros respeitando estas.

Os que são contrários a esta inclusão, não estão contra a criação da LDB, mas sim de como ela esta sendo aplicada, e não se pode deixar de considerar opiniões de pessoas ligadas a Associações como APE (Associação de Pessoas Excepcionais) que a tantos anos lutam para esta inclusão, o que eles ressaltam é que a nossa educação não esta preparada sem uma grande mudança em sua estrutura física: Escolas que sejam mudadas não só em rampas e banheiros., mas em seu quadro Profissional: Haverá de possuir primeiro uma qualificação de seus Professores para que possam identificar o que aquele comportamento de um determinado aluno significa, além disto a de se possuir na escola um Psicólogo de experiência comprovada na lida de crianças ou adolescentes portadores de deficiências.

Não são nossos educadores preparados para lidar com estas situações, a pouco estávamos discutindo a introdução na grade escolar às aulas de sexo e religião e observávamos que grandes conflitos foram travados só na implantação destas, com uma aceitação mas, amena em determinadas regiões Metropolitanas e tão mais difícil nas áreas rurais, a inclusão é necessária e deve ser colocada em pratica, mas será sem dúvida um grande desafio não só para a Escola, mas para toda a sociedade.

A Educação tem em seu primeiro plano formar cidadãos, e proporcionar direitos iguais a estes, sendo que a inclusão deveras já chega tarde para aqueles que apresentam alguma forma de “Deficiência” seja ela física ou mental.

A inclusão se bem aplicada proporcionara uma eqüitativa melhora das condições de vida e valorizando a integração indistintamente como prega a nossa “Constituição Federal”, A LDB da Educação alterada na Lei 9.394 ela envolve um processo com inúmeros entraves e algumas resistências principalmente em sua ponta a Escola. Mas não é só a escola os pais e alunos que também nas primeiras experiências se chocaram uns porque não acreditam que seus filhos poderão conviver sem traumas neste novo ambiente, e aqui me refiro tanto os pais dos portadores de deficiências quanto aos dos não portadores.

A Escola nunca esteve preparada para esta mudança, historicamente a nossa educação sempre foi resistente para não dizer racista isto não só no campo da raça, mas principalmente na questão financeira. Visto que estamos brigando por cotas nas Universidades, e isto esteve muito claro até agora podemos ver que nas melhores Universidades Federais, a maioria dos aprovados são Brancos filhos da classe média alta. Ou, seja aquele que pode pagar estuda de graça, é como se fossemos de um outro país como vemos na novela Caminho das Índias, sem estas mudanças seriamos um país de castas.

O principal desta inclusão atinge os portadores de “Deficiência Mental” e como podemos classificar esta para admitir na escola, pois teoricamente só o fato até ontem de se referir a um Portador de Deficiência era diferente e comumente chamado de débil mental ou de deficiente sem que lhe fizesse qualquer distinção de não ser portador de uma diferença dos demais, ele estava sem julgamento ou qualquer avaliação condenado a segregação de uma sociedade de exclusivista, onde se joga para debaixo do tapete o que não se quer resolver, a lei vai nos fazer ver esta anomalia da sociedade, muito mais portadora de deficiência do que os próprios, para isto não podemos só ficar apontando as dificuldades, Sejam os pais dos portadores, como: de que maneira levarei meu filho?, O município reclamará? Que não dispõe de meios de criar as condições que esta mudança requer em suas escolas? Os pais dos outros alunos reclamarão? Meu filho estará seguro? Este desafio não pertence a estas partes, mas, sim a sociedade como um todo que até então não olhava para esta situação. Até a próxima novela.
O Escluido.

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